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Papa almoça com os pobres: a fragilidade como força para as comunidades
Por Administrador
Publicado em 11/07/2026 07:00
Noticias do Vaticano
A iniciativa do Centro de Alta Formação Laudato Si’, que neste 11 de julho acolherá em Borgo Laudato Si’ duzentas pessoas em situação de vulnerabilidade acompanhadas pela Diocese de Roma, entre elas 35 crianças, quer ser um sinal de uma Igreja aberta, de uma família, porto seguro para quem mais necessita. Donatella Parisi: “São justamente essas pessoas que oferecem muito, enriquecendo com sua presença e com seu pedido de uma visão diferente da sociedade”.
 

Antonella Palermo – Vatican News

Esperança, acolhida e inclusão. Estes são os sentimentos que inspiraram os organizadores da iniciativa “Almoço com o Papa”, que será realizada em 11 de julho nos jardins de Castel Gandolfo. Duzentas pessoas (entre elas 35 crianças) em situação de vulnerabilidade — acompanhadas pela Diocese de Roma e por associações ligadas a ela — passarão um dia inteiro marcado pela beleza e por uma espiritualidade vivida em um lugar extraordinário. “Este lugar tão precioso, que permaneceu fechado ao mundo por 400 anos e depois foi aberto pelo Papa Francisco e hoje está amplamente acessível graças ao Papa Leão, acolhe essas pessoas que para nós são os convidados de honra”, destaca Donatella Parisi, coordenadora de comunicação do Centro de Alta Formação Laudato Si’. A Missa pela manhã será presidida pelo cardeal Fabio Baggio, diretor-geral do Centro de Alta Formação Laudato Si’, e concelebrada pelo prefeito do Dicastério para o Serviço da Caridade, dom Corrado de San Martín. Em seguida, haverá um momento de confraternização e uma visita guiada conduzida pelos operadores de Borgo Laudato Si’ para os convidados.

 

A Igreja é uma família, aberta a todos

Borgo Laudato Si’ “conta muito da história de Roma, com os vestígios da Villa de Domiciano, da história dos Papas que, desde o século XVII, vêm aqui para descansar, e também da beleza da natureza, com um jardim botânico que reúne mais de quatro mil plantas de trezentas espécies diferentes”. Trata-se de um tesouro de beleza e harmonia que abre suas portas como símbolo de uma Igreja sem barreiras. “Sim, a mensagem é também que a Igreja seja cada vez mais aberta a todos, sobretudo àqueles que vivem uma periferia existencial. O Papa Leão repete isso muitas vezes e nós também lemos este evento como uma etapa que dá continuidade à viagem a Lampedusa, onde o Pontífice chamou a atenção do mundo para aquela pequena ilha no centro do Mediterrâneo, que se tornou testemunha involuntária de milhares de mortes no mar, de pessoas que buscam um futuro melhor, muitas vezes fugindo de guerras, pobreza e injustiças sociais. Assim, hoje estamos às vésperas de um evento que reafirma que a Igreja está aberta a qualquer pessoa e é família, comunidade e porto seguro para quem mais precisa neste momento”, afirma Parisi.

 

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